Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2019

Vi na semana passada um filme, com a ação localizada numa região fronteiriça dos EUA, com muitos alunos falantes de espanhol e problemas de legalidade. A história é esta: a direção da escola decide criar uma área de projeto, em que os alunos procuram competir num concurso numa universidade californiana, em que construindo um aparelho submersível teriam de desempenhar tarefas como fazer medições, retirar objetos, captar líquidos, etc.

Passando ao «the end», num confronto com universitários ganham o 1º lugar, utilizando soluções de engenharia rudimentares, mas eficazes e imaginativas, porque as suas soluções são de baixo custo. O orçamento foi de 800 $, um décimo dos seus concorrentes.

Este é o objetivo dos cursos profissionais, alncançar resultados palpáveis e estimular a criatividade e a resolução de problemas, com os recursos disponíveis.

No nosso país o ensino profissional, nas escolas secundárias, estão insuficientemente equipadas, aproveitando-se basicamente recursos humanos existentes, pelo que proliferam cursos mais teóricos que práticos. Nas escolas profissionais a realidade é outra, pelo menos em algumas que visitei.

Em relação ao exemplo do filme, o projeto tinha um professor dedicado, o empenho da direção em inserir alunos problemáticos, mostrando a diretora conhecimento pessoal de todos os alunos e a tentativa de envolver as famílias no apoio ao projeto.

Comparando connosco, com os mega agrupamentos, as direções não conhecem individualmente os alunos, poucos agrupamentos têm horas para profesores afetados a projetos especiais para alunos problemáticos.

Concluindo, o exemplo fala por si e realça as diferenças existentes entre as duas realidades, com Portugal com muito que fazer no âmbito da reorganização do ensino e para criar um ensino profissional mais consentâneo com os seus objetivos. A vertente de inserção social daqueles alunos também é um exemplo determinante nesta comparação.

 

publicado por vai-teaosprofessores às 09:11

Quinta-feira, 03 de Janeiro de 2019

O ano de 2019 é um ano de eleições, que decidirão se o governo é só do PS ou tem de continuar a haver coligações, continuando a de esquerda ou o PS vira-se para a direita? Havendo coligações serão de incidência parlamentar ou mesmo de governo?

Acho que na educação pouca coisa mudará com a continuação de um governo PS só, principalmente se um dos secretários de estado for promovido a ministro. Se for nomeado um outro ministro com peso político, com a vontade de deixar marcas que é caraterística de todos os ministros, pode haver alterações de política educativa. De que sentido? Um dos dilemas que tem de resolver é se predomina o perfil do aluno ou se se mantêm os exames (este dilema emana da legislação publicada pela atual equipa que não pode ou não quis tomar uma opção sobre esta questão). Este dilema será possível de resolver com a maioria absoluta, que permitirá ter força política para atirar para as universidades a escolha dos seus alunos, concentrando-se o ensino secundário em formar os alunos, segundo um perfil do aluno, este ou outro, sem se preocupar com a serieação dos alunos.

Num governo mais à esquerda, admito que esta pasta possa ser entregue a um parceiro de coligação governativa, porque uma vez resolvida a questão dos salários dos professores a despesa pública educativa estará estabilizada e esta pasta pode ser controlada facilmente pelo ministro das finanças e pelo parlamento. Neste caso perspetivo o aprofundamento da implementação da autonomia curricular na perspetiva de se implementar e aprofundar a interdisciplinaridade, maior preocupação com a inclusão (não só no papel mas acima de tudo na prática) e o esclarecimento da questão dos tempos letivos e não letivos (a segunda questão fundamental para os professores).

Com o PS aliado à direita a predominância dos exames vai manter-se, vai-se avançar mais com as aulas observadas para se controlar mais os professores, impondo-se deliberadamente a supervisão pedagógica em força. Com este tipo de coligação avançará também em força a municipalização da educação.

Termino realçando que cada um de nós vai ser chamado a decidir qual destas perspetivas se vai concretizar ao colocar o nosso voto nas urnas.

publicado por vai-teaosprofessores às 09:14

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