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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Junho 08, 2010

Uma aventura no reino do facilitismo.

vai-teaosprofessores

Este é sem dúvida a última publicação de Isabel, agora a solo, neste final de ano lectivo de 2009/2010: uma aventura no reino do facilitismo.

Isto a propósito dos alunos do 8º ano com mais de 15 anos poderem saltar para o 10º ano. Já tudo se disse sobre esta medida, que é facilitista e economicista, premeia o demérito, etc. Mas o que eu quero realçar para quem lida com CEFs e Profissionais é que aumentarão os alunos de corpo presente na sala de aula, que não fazem nada e nada querem fazer, sejam qual forem as estratégias que forem implementadas porque sabem que têm grande possibilidade de passar...O reverso da medalha disto é o aumento de problemas disciplinares, que é um dos preços do facilitismo.

Temos ainda o problema da centralização da rede escolar com base na necessidade de socialização e de acesso a meios auxiliares de estudo como as bibliotecas e novas tecnologias, a par da criação de mega-agrupamentos. Sobre este tema acho que se deve acautelar a duração da viagem que não deve exceder a meia hora até aos 10 anos e a uma hora após os 10 anos. Contudo, deverá também haver um limite para a capacidade dos agrupamentos, e indo buscar o exemplo filandês, deverá ser de 400 alunos para os agupamentos com escolas básicas e 600 para o 3º ciclo e secundário, para que o princípio da subsidariedade faça sentido, ou seja, para que as direcções conheçam e acompanhem os problemas, ora estas limitações não as vi referidas, o que demonstra mais uma tirada facilitista e economicista da Isabel. 

Já agora o meu ideal de rede escolar é haver escolas mais pequenas, até 400 alunos até aos 12 anos e 600 alunos apartir dessa idade, que é uma das facetas do modelo filandês e que permite o acompanhamento de todos os professores e alunos pela direcção, o que vem de encontro ao princípio da subsidariedade que diz que a decisão deve ser colada nos níveis inferiores quando os problemas devem ser resolvidos a esse nível.