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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Novembro 19, 2013

A prova dos professores contratados

vai-teaosprofessores

Diz-se para aí ao cochicho que esta prova visa criar condições para os contratados não pedirem aos tribunais europeus a integração nos quadros quando têm mais de 4 anos de serviço. Nesta lógica faz algum sentido, que é salvaguardar o estado de pesadas indemnizações.

Mas como elemento central de uma carreira é uma aberração para quem já fez uma licenciatura, tem profissionalização e anos de serviço com avaliação do serviço prestado. Isto são as condições mínimas pois há candidatos com mestrados e outras qualificações.

É uma aberração porque põe em causa o ensino superior e a avaliação dos professores em exercício de funções. Diz-se que para não pôr em causa o ensino superior e a famigerada avaliação de professores inventou-se esta prova.

Assim é fácil fazer política, ao prejudicar-se os fracos para não nos metermo-nos com os fortes.

Novembro 12, 2013

A questão dos rankings: o insucesso das políticas para a escola pública

vai-teaosprofessores

A análise dos rankings prosseguiu esta semana com a publicação dos resultados dos exames do ano 2012/13. O debate continua centrado na dicotomia escolas públicas versus privadas, com o governo a aproveitar para lançar o cheque-ensino, isto é, prosseguindo a privatização da educação, procurando alargar o ensino privado. Claro que aparentemente o ensino privado tem melhores resultados e a privatização do ensino provocará melhores resultados e assim aparentemente faz todo o sentido falar em privatizar a educação. Esta tentativa de alargar o ensino privado, já teve uma primeira ronda, com a constituição de turmas em que os privados foram favorecidos, através do limite de abertura de turmas no público, apesar do investimento em instalações. Agora surge o cheque ensino, como segunda ronda desta privatização.

Contudo, há outra forma de olhar para os rankings, estamos a comparar escolas com dimensões diferentes, há agrupamentos com mais de 3000 alunos, enquanto as escolas privadas não ultrapassam os 1000 alunos, ou seja a dimensão média das escolas privadas aproximam-se da dimensão das escolas em países com sucesso educativo  e as públicas têm o dobro ou triplo da dimensão ideal. Veja-se o número de alunos a fazer exame nas escolas públicas e nas escolas privadas.

Nas escolas privadas aceitam-se vários tipos de gestão, enquanto na escola pública temos só a gestão unipessoal. Em face disto o meu caminho seria outro: reforçar a escola pública com a redução da sua dimensão e tornar a escola pública mais participada pelos professores e famílias. O caminho de amontoar alunos na escola pública, aumentar o número de alunos por turmas, parece a estar a dar maus resultados. A solução será arrepiar caminho em vez de enveredar pela privatização. Até parece que nos últimos anos se maltratou a escola pública para agora se defender a sua privatização (com o argumento de reduzir o défice)...

Novembro 05, 2013

A reportagem da TVI sobre os colégios particulares

vai-teaosprofessores

A reportagem de ontem da TVI veio por a nu a estratégia de privativação do ensino em Portugal, estratégia essa mais avançada nuns locais do que outros, nomeadamente onde proliferam os colégios privados que são implantados para fazerem concorrência à escola pública e depois são beneficiados na manutenção e alargamento das turmas pagas pelo Estado, enquanto as turmas nas escolas públicas se vão reduzindo. Ou seja, a redução de turmas não se faz para reduzir custos, mas para promover o ensino privado.

Isto é o que hoje já acontece, mas para o futuro pretende-se privatizar algumas escolas públicas, as que tenham melhores edifícios, com a sua entrega a grupos de professores que se vão encarregar da sua gestão, é o que diz a nova legislação sobre o ensino privado e cooperativo, ainda em discussão pública.

Concluindo a agenda deste governo é privatizar a educação o mais possível e manter no público os alunos com dificuldades de aprendizagem, transformando o ensino público num ensino residual de segunda.

Este processo vai-se fazendo por fazes avançando em primeiro lugar os locais onde já existem colégios privados. Depois avançaram os locais só com escolas públicas que verão as melhores delas privatizadas.