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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Dezembro 17, 2013

A escola como local de despejo dos filhos

vai-teaosprofessores

Há um novo fenómeno nas escolas, não sei se já há algum tempo, mas eu sinto-o de forma mais aguda este ano. São aqueles alunos que não querem andar na escola, mas com a escolaridade obrigatória até aos 18 anos vêm à escola passar o tempo. No passado, desde a criação dos cursos profissionais sempre  houve alunos deste tipo, mas em número reduzido, cerca de 3 a 4 por turma. Agora tenho uma turma de 30 alunos com cerca de 50% ausentes ou quando vão às aulas é para perturbarem. Nesta turma a grande maioria de alunos são alunos que não querem andar na escola e perturbam quem quer trabalhar. Estas turmas têm alunos absentistas, só no 1º período já houve uma dezena de planos de recuperação, há problemas de disciplina, há dificuldade em pôr os alunos a trabalhar, alguns estão na aula mas nada fazem...Ser professor nestas circunstâncias é um desafio e um desgaste tremendo para quem não se quer acomodar e resolver o assunto passando todos...Eu olho para a turma pelo lado positivo, os 8/9 alunos que ainda trabalham são o motivo do meu empenho e são esses que me dão animo para continuar, alguns com boas notas tive 2 dezassseis e 1 catorze.

Nesta turma aconteceu-me um caso parecido com o da internet com o telemóvel, em que uma aluna foi apanhada a jogar no telemóvel, recusou-se a entregar o telemóvel e foi mal educada e agressiva quando tentei tirar-lhe o telemóvel. Abandonou a aula e as coisas ficaram por aqui e agora espero que a direção aja. Portanto são turmas que tendem a ter casos de indisciplina graves. Espero que não haja facilitismo com a indisciplina, para podermos salvar os que ainda se empenham!

Dezembro 10, 2013

Os resultados do PISA

vai-teaosprofessores

Não posso deixar de assinalar que com os resultados do PISA alguns exemplos que a direita tem trazido a terreiro para justificar a sua agenda de privatização da educação estão com resultados menos bons e a justificação não está no aumento do número de imigrantes. Acontece a todos: as nossas opções ideológicas serem questionadas pela realidade, como é o caso. O inteletual honesto só tem de reconhecer o fato e procurar outras explicações...Não se pode é fazer fazer como aquela senhora inglesa (Joan Robinson) que disse que muitos dos seus colegas aceitavam a crítica a uma teoria, mas já se tinham acomodado e não quizeram mudar os seus ensinamentos mesmo reconhecendo a limitação do que ensinavam (neste caso pregavam)!!! 

sobre Portugal os resultados mostram uma melhoria, mas ainda não refletem as alterações introduzidas por este governo, pois acredito que os impactos das políticas educativas levam tempo a fazer-se sentir. Além disso, estas políticas marcam uma rutura, da aposta na escola pública passou-se para a degradação do ensino na escola pública, com mais alunos por turma, menos recursos à disposição, etc.

Dezembro 03, 2013

O recuo cratiano na prova dos professores

vai-teaosprofessores

O recuo cratiano na prova dos professores é uma tentativa de dividir os professores e possivelmente vai ter sucesso. Mas, continuo a achar que a prova, seja para 20.000 ou para 40.000 é completamente injustificada, pois se os professores têm deficiências na sua formação inicial é aí que se deve atacar o problema. Assim, ficou por fazer a alteração da formação inicial de professores no ensino superior. Como este governo nos habituou é mais fácil atacar os mais fracos (os zecos) do que atacar os tubarões (ensino superior - recentemente houve até uma cedência do PM aos reitores e há que evitar novoas afrontas).

Não esquecer que esta prova nada de relevante avaliava para o desempenho da função docente, portanto a lógica desta prova estará em evitar indemnizações na europa por longos contratos a prazo dos professores. A sua lógica é administrativa e não profissional e formativa, para professores já com provas dadas, com experiência e avaliados.