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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Fevereiro 16, 2017

Os objetivos do ensino não universitário e as áreas de competência

vai-teaosprofessores

Uma vez resolvida a questão dos concursos, eis que o ministério avança com conceitos para se desenvolver o ensino básico e secundário.

Acho bem que haja objetivos para o ensino, criando para o ensino não superior uma identidade própria e não mero ponto de acesso ao superior. Sendo a ideia boa, os objetivos podem ser vários, mas o ensencial é saber como se vão operacionalizar e aqui o jogo ainda não foi aberto.Aguardemos...

As áreas de competência também me parece uma boa ideia, mas o essencial é saber como se vão concretizar, o que também ainda não está claro. Chamo a tenção para o alerta de Guinote no seu blog, o meu quintal, para a possibilidade de tudo isto isto ser um meio para desvalorizar a disciplina de história. Como já referi aguardamos pela sua concretização prática, mas desde logo se reflete que estas mudanças não devem implicar mais verbas, pois se não as há para reduzir os alunos por turma, mudança que daria mais tempo aos professores para individualizar o ensino, o que se vai fazer é reafetar recursos e isto só se perceberá como quando estas ideias forem operacionalizadas.

Concluindo, as ideias são boas, vejamos o que vai acontecer na prática!

Fevereiro 07, 2017

Estudo do Comregras sobre indisciplina

vai-teaosprofessores

É notícia hoje um estudo sobre indisciplina escolar, abrangendo 45 escolas/agrupamentos, em que se constata a existência de mais problemas de indisciplina, ainda que não muito graves.

Como já defendi em outros posts a indisciplina condiciona bastante o desempenho de uma turma, pelas interrupções que provoca e pelo exemplo que tende a alastrar. É, pois, preciso atacá-la, seguido a tese de que qualquer ato de indisciplina deve ser penalizado, mesmo que seja pequeno, em analogia de que a delinquência começa por partir vidros ou escritos na parede e deve ser logo combatida nesta fase (mayor de Nova York). As medidas mais eficazes é impedir os alunos indisciplinados de ir às visitas de estudo.

Em escolas centralizadas no Diretor é este que atua, algumas vezes tende a ignorar pequenos delitos, que se vão transformando em delitos mais graves e depois as medidas têm de ser as mais graves, quer porque os alunos vão repetindo, quer porque outros seguem o exemplo destes alunos. Conheço um caso em que o diretor só começou a agir quando se tornou moda insultar os professores, depois de estes o pressionarem a agir.Também tenho experiência de uma estrutura mais descentralizada, com base nos diretores de turma, em que aqui o problema é existirem tantas políticas, como diretores de turma. Se se trabalha com um diretor de turma empenhado na resolução do problema, a indisciplina controla-se ao fim de algum tempo, sem medidas disciplinares graves aplicadas aos alunos, mas se o diretor de turma deixar andar e tenta só conversar, o problema tende a agravar-se.

O mesmo estudo refere que os casos mais graves estão nos centros urbanos maiores. Como trabalho em zona mais rural os casos não são tão generalizados e os problemas não são tão graves, mas têm de ser logo atacados, mesmo nos casos menos graves. Pensando em zonas mais urbanas, sabemos que a indisciplina já vem de fora da escola (onde há zonas propícias ao seu desenvolvimento: os bairros problemáticos) e é preciso haver maior coordenação diretor com os diretores de turma.

Concluindo a indisciplina é um dos fatores que mais contribui para o insucesso escolar, pelo que deve ser combatida, mesmo nos casos de menor gravidade, e quanto mais grave é a situação mais coordenação deve existir entre todos.