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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

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Setembro 02, 2019

A avaliação de professores: um estudo de caso.

vai-teaosprofessores

O processo de avaliação docente.

Passou um mês após o processo de avaliação docente respeitante a 2018/19 estar concluído, pelo que é altura de se fazer um balanço baseado na minha experiência pessoal.

Com o fim do congelamento e com a reposição (injusta) dos 2 anos e 9 meses quase 2/3 da escola foi sujeita a avaliação.

A prioridade para acesso aos MB e E foi dada aos professores em vias de transitar para os escalões com barreiras (5º e 7º) foi uma opção correta. Mas realço que não foi uma opção absoluta, ficando de fora alguns casos com pouco empenho para com a escola.

Depois foram premiados os professores com cargos e que os desempenharam com rigor e empenho, mas aqui noto que enquanto para os coordenadores há um universo próprio e portanto há quotas, os elementos da direção, tendem a ficar todos premiados, à custa do universo geral. Assim, é necessário haver também um universo para este grupo, como há para os coordenadores.

Poucas vagas sobraram para os professores sem trabalho de coordenação e ligados à direção, mas com muita dedicação à escola, bastantes vezes com sacrifício familiar.

Depois começam as injustiças, como selecionar entre professores com trabalho meritório os que ficam na conta dos 25% com direito a mais do que bom? Tenho plena consciência que as injustiças levam aos desânimos, como alguns colegas desabafaram comigo e me disseram que para o futuro não se iriam empenhar mais, mas fazer o mínimo, pois façam pouco ou muito só têm o Bom.

Este é o perigo do atual sistema, provoca desmotivação e desânimo para quem cumpre, dedicando algumas semanas mais do que 60 horas à escola e não têm quota. Este processo de avaliação ao decretar que somente um em cada quatro professores pode ver reconhecido o seu trabalho corre o risco de criar somente esta percentagem de professores empenhados. Premiar o mérito de forma a desmotivar quase tantos professores como os premiados é prestar um mau serviço à escola, pois uma escola de qualidade não poderá ter somente 25% do seu corpo docente motivado. Nem tão pouco 50%, senão não tem qualidade.

Concluindo o atual sistema de avaliação de professores pode e está a criar desmotivação no corpo docente das escolas. Isto não se sentiu no passado com a carreira congelada, mas agora ficou claro que esta forma de avaliação a prazo pode diminuir a qualidade média das escolas à medida que os professores não virem o seu esforço reconhecido e isto pode acontecer com 75% dos professores.

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