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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Março 13, 2019

A discrepância entre a nota interna e a nota de exame.

vai-teaosprofessores

Uma das consequências da pedagogia diferência é diminuir o grau de exigência ou arranjar formas de recuperação do aluno, como repetir numa questão de aula o grupo onde teve menor nota, substituindo a nova cotação obtida com a questão de aula pela anterior. Esta estratégia, tem vantagens obriga o aluno a estudar a parte mais fraca do teste, mas também permite subir as notas. Face a estas novas pedagogias, mais centradas no aluno como indivíduo as notas internas tendem a subir.

Já antes destes novos processos pedagógicos a nota interna tinha um bónus de 20% para os alunos bem comportados, em termos de assiduidade, comportamento e empenho. Desta maneira as notas internas já refletiam outros fatores além da avaliação sumativa (as notas dos testes) fazendo com que as notas subissem.

Nos ratings temos como consequência que estas inovações aumentam a discrepância entre a nota interna e a nota externa, descendo as escolas que aderiram a esta pedagogia incentivada pelo atual ME nos ratings.

O mesmo ME propos uma nova forma de avaliação das escolas baseada no percurso do aluno e neste novo raking estas escolas apresentam uma boa prestação, sendo premiadas com mais um horário que deve ser usado exclusivamente para coadjuvações e apoios.

O problema da coexistência destas duas formas de avaliar as escolas é que o sistema de acesso ao superior não foi alterado e pode acontecer que as escolas que apostam no segundo rating esteja a prejudicar o acesso dos seus alunos ao ensino superior.

Concluindo quem governa tem de ter coragem política para escolher um modelo ou outro, o modelo hibrído pode ser uma armadilha no acesso ao ensino superior.