Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Junho 13, 2018

A greve dos professores às avaliações.

vai-teaosprofessores

Em primeiro lugar, constata-se que os professores estavam tão desejosos de responderem ao ME que aderiram a uma greve decretada por um só sindicato, ainda, para mais novo e desconhecido, mas que se apresentou sem taticismos políticos.Por outro lado, a greve decorre em muitas escolas que aderem pouco a greves, outro indicador da disponibilidade dos professores para a luta.

Em segundo lugar, o governo ao alterar os procedimentos administrativos de forma ilegal,com a intenção de a estancar, mostrou o sucesso desta paralização. Quem quiser conhecer argumentos jurídicos recomendo a leitura do requerimento à direção do seu agrupamento  do Luís Batista, no blog do Guinote, com o título «Contra-Atacando o Contra-Ataque – 3»

Mas, se os professores têm realizado os conselhos de turma, agora com um quorum  de 1/3, também de duvidosa legalidade, continuam a luta deixando pendentes situações por falta de informação, pelo que têm também sabido contornar a estratégia do ministério. Ou seja, o ministério não conseguiu amedrontar os professores nem vergá-los. 

Os sindicatos têm nesta luta aparecido um papel supletivo, porque é preciso haver um pré-aviso de greve que só eles o podem fazer, mas são os professores em cada escola, sem orientações sindicais, que têm mantido a luta, ararnjando novas táticas de resposta ao ministério. 

Os sindicatos parecem ter-se voltado para a parte jurídica, com providências cautelares e queixas, mas de efeito mais a médio prazo. Estas ações não deixam de ser importantes, mas como na guerra, sem a ocupação do terreno não há vitórias, aqui quem tem esse papel são os zecos. Os sindicatos funcionam como logística desta greve, ainda que ausentes em certas partes do território, como no nordeste.

Os partidos políticos, podem desempenhar um papel na AR, quer por via de audições ao ministro e secretários de Estado, quer pela discussão da iniciativa legislativa. Têm também a oportunidade de acabar com certa contra informação, tornando pública o verdadeiro custo da recuperação do tempo de serviço, com dados anuais e não só com o valor depois do processo estar completo. 

Acredito, portanto, que a luta está para durar.