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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

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Abril 05, 2016

A indisciplina na sala de aula

vai-teaosprofessores

Está em debate público a questão da indisciplina na sala de aula, por iniciativa do CNE e do blog comregras. Já tenho abordado este tema, mas agora há estatísticas que provam a importância da indisciplina  na sala de aula, quer diminuindo o tempo para lecionar, quer no próprio aproveitamento. Surge também uma relação entre indisciplina e número de alunos na sala de aula e é por via deste debate que o assunto surge na atualidade.

Costumo referir que uma diferença entre escola pública e privada é que nesta última a indisciplina é tratada com mais eficácia, o que desde logo disponibiliza mais tempo para as matérias a lecionar e condições melhores de funcionamento da sala de aula. Porquê, por maior pressão dos pais, maior consciência da direção para o seu efeito negativo, são algumas explicações.

Na escola pública a indisciplina é mais relativizada, quer porque os professores não se querem incomodar ou incomodar a direção. Há muitos professores que querem passar despercebidos e a denuncia da indisciplina implica chamar a atenção, então evita-se fazer participações ou ir à direção.

As direções muitas vezes mostram-se incomodadas quando há alguém que põe muitos alunos fora ou aparece sempre com os mesmos problemas, às vezes insinuando incompetência do professor, mesmo que seja uma turma já com cadastro de problemas disciplinares. Também há direções que dão prioridade à indisciplina, impondo a ida dos alunos à direção, outras que chutam os problemas de indisciplina para canto, criando processos muito burocráticos ou salas para onde mandar os alunos indisciplinados, não tratando os problemas na hora, evitando que sejam desviados de funções diretivas mais nobres...

Ficam aqui vários tópicos para ajudar à reflexão, sendo que o principal é que é preciso dar mais poder ao professor, cuja desvalorização social não ajuda, além da subalternização política da indisciplina, quer no ministério, quer nas direções.

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