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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

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Fevereiro 13, 2019

A luta dos professores e outras lutas

vai-teaosprofessores

Depois de anos de austeridade todas as classes profissionais têm reivindicações a fazer. Como os recursos são limitados, a satisfação das mesmas vai depender da capacidade de mobilização de cada classe profissional. Ou seja, os que conseguirem ter mais impacto serão os que terão hipótese de ganhar alguma coisa. Claro que as reivindicações mais radicais terão menos hipóteses de ser atendidas, porque o governo receia o efeito de arrastamento - no caso dos enfermeiros acho que o salário de entrada pedido e a questão da reforma foram excessivas na minha opinião face à conjuntura.

Como disse o Guinote no seu excelente artigo de ontem no público, os professores falharam em arranjar lutas criativas, enquanto os enfermeiros conseguiram arranjar formas de luta inovadoras e de grande impacto. A questão do financiamento já tinha sido ensaiada por nós (professores) em greves anteriores, mas agora a mobilização falhou, apesar de ter sido uma pedrada no charco o pré aviso de greve no final do ano letivo passado do STOP.

Por outro lado, há iniciativas de professores fora dos sindicatos, como a iniciativa de cidadãos na AR que está a ser boicotada pelas estruturas sindicais, ainda em fase de seguir o seu caminho.

A divisão de uma classe profissional entre os institucionais e os não institucionais é um absurdo e divisionista, mas de facto é o que está a acontecer e não facilita as lutas reivindicativas.

O governo quando está em luta com uma determinada classe lança uma campanha de desacreditação das reivindicações em causa, às vezes extravasando o razoável e denegrindo uma classe profissional.

No caso dos professores foram as notícias sobre o salário dos professores portugueses na OCDE, com dados incorretos, no caso dos enfermeiros agora o não cumprimento dos serviços mínimos, quando se ignora que já existiam listas de espera, mas agora é tudo culpa dos enfermeiros. São táticas de agitação e propaganda, para desculpar a falta de recursos alocados ao SNS e à educação dos governos e pôr o onus nos profissionais, mmesmo que a população tenha uma perceção diferente desssa classe, como a confiança nos professores.

Concluindo, temos de ser criativos e neste aspeto a greve dos enfermeiros é um exemplo par nos fazer refletir e evitar as divisões, que se acentuaram nos últimos anos, agora entre institucionais e não institucionais, além de que devemos estar preparados para o denegrir das profissões em luta feita cirurgicamente pelo poder.

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