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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

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Janeiro 25, 2018

A progressão na carreira pode criar instabilidade nas escolas

vai-teaosprofessores

Neste ano os professores podem começar a progredir na carreira, se as condições exigidas para essa progressão estiver cumprida. Outros terão de cumprir as condições exigidas para poderem vir a progredir. Isto significa o regresso das aulas assistidas, da corrida à classificação de Muito Bom e Excelente, para se poderem livrar das quotas no acesso ao 5º e 7º escalão.

Mas tudo isto trás conflito para as escolas, porque há quotas na atribuição das boas notas e pode acontecer que entre dois bons professores só um pode progredir. Quem defendeu o colega que obteve a classificação vai criar inimizades no que não a obteve.

Assim, concordo plenamente que a progressão na carreira pode vir a criar muitas tensões e divisões entre professores, grupos e departamentos. A razão de ser destes conflitos está numa avaliação que obriga a escolher entre dois bons professores. O professor não escolhido perde motivação, logo este sistema de avaliação não é motivador, mas desmoralizador. Este é o grande pecado mortal da avaliação de professores, onde se devia distinguir entre bons e menos bons, escolhemos premiar um dos bons, cujo reverso da medalha será desmotivar o que terá sido bom, mas foi excluído por não caber nas quotas.

Além disso vamos ter esta instabilidade para se ganhar mais uma ou duas dezenas de euros, pois a progressão vai-se repercutir em mais remuneração repartida por quatro tranches de 25% num período de dois anos. 

Concluindo o atual sistema de avaliação de professores insere-se na linha de criar divisões dentro da mesma classe profissional, de dividir para reinar.