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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Fevereiro 06, 2019

A questão tecnológica e a política educativa.

vai-teaosprofessores

Tenho vindo a alertar neste blog para as precárias condições de acesso às TICs na escola onde estou. Numa lógica de estudo de caso, a minha escola tem 5 salas informáticas para cerca de 40 turmas. Algumas disciplinas têm horário marcado nestas salas, porque o programa exige meios informáticos, mas outras, quem queira fazer um ensino diferente, baseado na pesquisa, têm de requisitar as ditas salas.

Nestas condições dar uma aula já com condições do século XXI é uma miragem porque não há salas de informática disponíveis. Uma delas até foi financiada pela associação de pais. Os computadores na maioria delas estão obsoletos, com mais de 15/20 anos de vida, tirando alguns oferecidos recentemente.

Mas o ministério passou por cima deste problema, ignorando-o, e agora num estudo internacional foi detetada a degradação tecnológica das condições de ensino em Portugal, concluindo que «são cada vez menos os alunos que podem contar com a escola para terem acesso ao mundo digital». Comparamos com países onde quase todas as salas estão bem equipadas tecnologicamente. Uma reportagem sobre uma sala de aula em França mostra computadores disponíveis para cada aluno, testes realizados num computador, etc. 

Mas em vez de ir resolvendo este problema o ministério da educação fez um passe de mágica, passou por cima deste problema que exige meios financeiros e colocou na agenda a flexibilixação curricular, que é uma tentativa de reorganizar a escola sem gastar dinheiro, exceto em formações.

Questiono-me se a questão tecnológica não devia acontecer antes da flexibilização curricular, na medida em que é um meio de a promover? Eu acho que seria essa a lógica, mas como não há (cão) dinheiro, avança-se (caça-se) com (gato) com a flexibilização curricular. Esta seria precisa, mas com autonomia, e seria mais fácil com meios tecnológicos adequados.

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