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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Janeiro 05, 2017

A recuperação de faltas dos alunos. necessidade de distinguir faltas justificadas das injustificadas

vai-teaosprofessores

 Na recuperação de faltas dos alunos, as faltas justificadas não podem estar em pé de igualdade das faltas injustificadas. Já estive numa escola em que a recuperação de faltas justificadas podia ser feita em casa e as injustificadas na escola, em que por cada aula em falta sem justificação o aluno teria de estar o mesmo tempo na biblioteca, onde o professor deixava uma folha que o aluno deveria assinar. Mas, nos cursos profissionais, pode ser difícil encontrar tempos livres no horário para cumprirem as faltas em atraso. 

Como tenho turmas com estágios todas as quartas feiras esta imposiibilidade existe, assim discrimino as faltas justificadas das injustificadas, estabelecendo que para as faltas justificadas, os alunos apresentem uma página do manual passada com a sua própria letra, para evitar o copy and paste ou que alguém lhas faça, enquanto as faltas injustificadas, têm de apresentar 3 páginas por cada falta dada. O custo de oportunidade de faltar sem justificação será apresentar 3 páginas manuscritas sobre a matéria, que corresponde a cerca de 45 minutos, o tempo da aula a que faltaram.

Mesmo assim a ideia de que não é necessário ir às aulas está tão enraizada numa turma, que todos os alunos têm faltas dadas e alguns alunos faltam a mais de 50% das aulas, sem justificação. O problema tem-se vindo a agarvar na medida em que no 10º ano este fenómeno era pontual, no 11º ano já haveria 3 a 4 alunos a darem faltas e agora temos quase toda a turma a fazê-lo, argumentando que os que não comparecem às aulas passam na mesma, com uns trabalhitos!

Cocluindo é necessário separar as faltas justificadas das injustificadas, sendo o ideal os alunos passarem as faltas deste tipo dadas por igual período na escola, para poderem ser recuperadas. Não sendo possível, é necessário haver um mecanismo mais pesado de recuperação de faltas injustificadas. Se houver facilitismo na recuperação de faltas injustificadas instala-se uma cultura de que dar faltas compensa e neste caso falhámos na educação para a vida e mesmo em termos de equidade, na medida em que são os alunos cumpridores os  penalizados em relação aos não cumpridores que com facilidade recuperam faltas e conseguem ter aproveitamento.