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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

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Abril 24, 2017

As novas tecnologias e a sala de aula

vai-teaosprofessores

Uma colega escreveu uma carta à AR a pedir a alteração do ensino para se adequar mais às novas tecnologias. Por outro lado ao visitar a «qualifica» no ano passado havia uma sala de aula toda artilhada de tecnologia (iniciativa do ministério) e os professores eram apanhados para nos explicarem como deveria funcionar a sala de aula com esta tecnologia.

Mas na realidade lido com uma escola fisicamente do século passado, só com aquecimento até às 10 horas (o que no inverno dificulta a concentração), com dificuldade em marcar salas de informática para dar aulas diferentes e que usem a tecnologia. Sobre a reabilitação física de escolas sabemos que uns ficaram com escolas de primeira e outros com escolas degradadas, mas no que respeita a tecnologia, só a há disponível em certas salas e os professores lutam por as marcar para poderem oferecer aos alunos aulas diferentes. Mesmo quando estas salas são anunciadas aos alunos, não desaparecem as situações de indisciplinas, nem os alunos faltosos aparecem às aulas. Reconheço que gosto mais de dar aulas nas salas de computadores, mas esta não é a solução para todos os problemas na sala de aula, os alunos indisciplinados continuam indisciplinados, não cumprindo as orientações do professor - vão para o facebook, youtube, vídeos de rir ou de desastres, etc. Por outro lado os alunos que sistematicamente faltam às aulas aos primeiros tempos não mudam o comportamento só porque temos aulas na sala de computadores. Por outro lado há outras prioridades, as escolas degradadas, a redução de alunos por turma, os apoios com grupos mais pequenos por turma, só par referir alguns. A modernização da sala de aula, com recurso a tecnologias da era digital, faz falta mas não é uma prioridade premente, ainda que reconheço torne as aulas mais agradáveis sem ser a panaceia para todos os males.

Este caminho de se apostar forte em novas tecnologias exige investimento, que não terá o finaciamento necessário nesta conjuntura, nem resolve todos os problemas do ensino, contudo deve ir sendo percorrido e faz todo o sentido haver planos de modernização tecnológica das salas de aula. Mas não podemos pedir uma alteração radical do ensino, como a colega pede na sua carta aberta. Faz mais sentido a evolução proposta pelo ME com o novo referencial de competências para os alunos, em que se pede um trabalho de maior cooperação entre professores, a consideração de etapas na aprendizagem, como os níveis dos jogos que vão sendo ultrapassadas de forma individual, em turmas com menos alunos de forma a que o professor tenha tempo par ir acompanhando adequadamente todos os seus alunos.