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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Junho 21, 2018

O ano letivo a acabar com instabilidade e o ministro no futebol

vai-teaosprofessores

O atual ministro da educação era um desconhecido quando o governo foi criado. Ao fim de mais de 2 anos e meio de funções tem uma retória de apoio aos professores, mas na prática brinda-nos com este desprezo pela escola e pelos professores, ao ir a banhos futebolísticos quando os professores estão em greve às avaliações. Esta atitude diz tudo do seu respeito pela educação que tutela.

Na prática foi mais um Centeno, preocupado acima de tudo com a parte financeira, e cometendo os mesmos erros de outros ministros da educação: lançar uma reforma que ficasse associada ao seu nome, neste caso a flexibilidade curricular, que afinal foi mais um pretexto para aumentar a carga horária, ao mesmo tempo que definia programas essenciais reduzidos, como que para equilibrar com programas mais curtos o tempo extra que os alunos passam na escola.

Reconheço que programas mais curtos obrigatórios (essenciais) permitem uma adaptação dos programas às caraterísticas da turma pelos professores, esta sim a verdadeira flexibilidade que valoriza os professores e o seu conhecimento dos alunos, falta saber é como isso se compatibiliza com as provas de aferição ou exames. A flexibilidade curricular imposta a nível central é uma falácia, porque não leva em conta o particular, ou seja os alunos na respetiva turma e não reconhece os professores como elemento central do processo ensino/aprendizagem. É esta última que tem prevalecido, revelando que o ministério é que tudo sabe e desprezando os atores mais importantes do sistema de ensino: os professores.

Por fim, não posso deixar de anotar que este ministério responde à luta dos professores procurando esvaziar o direito à greve, alterando o quorum das reuniões de avaliação e depois procurando impor serviços mínimos. Esta é mais uma faceta de desprezo pela classe dos professores.