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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Fevereiro 05, 2020

O ministro continua ausente, talvez deslumbrado na área do desporto...

vai-teaosprofessores

O ministério continua a não defender os professores em prol do interesse nacional. Hoje hesitei sobre o que escrever, mas mesmo sendo repetitivo decidi voltar ao tema das agressões em meio escolar e à falta de professores e ao desprezo do ministro por quem tutela porque esta postura tem de ser denunciada.

O Ministério da saúde conseguiu que as agressões aos profissionais de saúde fossem consideradas prioritárias na investigação criminal. Do meu ponto de vista será pouco porque deveria ser crime público, mas já é alguma coisa. O ministério da educação contínua quieto e caladinho, sem defender os seus profissionais: parece que a política é fingir-se de morto. Tudo isto em contraponto a uma sondagem aos portugueses que acham que os médicos e professores deviam ganhar mais do que os políticos e magistrados, isto é, há um reconhecimento pelos portugueses por estas profissões, que consideram socialmente úteis, a que se contrapõe a degradação social contínua dos professores pelo(s) governo(s), quer em termos financeiros quer em termos sociais.

Quanto à falta de professores é lamentável que esta classe valorizada pelos portugueses e desprezada por governos, não tenham incentivos para ir para zonas carenciadas, como acontece com os médicos (no dia 4/2/2020 o JN refere que foram gastos 4,5 milhões de euros com incentivos a médicos). Mais uma vez no cotejo com o Ministério da Saúde o ministério de educação fica a perder na defesa dos seus profissionais. São todos funcionários públicos, mas uns mais do que outros.

Concluindo, existe um ministro ausente na educação em relação às preocupações da classe docente, quer no que se refere às agressões a professores e funcionários, quer na sua inação sobre o incentivo a professores em zonas carenciadas, o que não acontece com o Ministério da Saúde.