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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

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Perspetivas para 2019

vai-teaosprofessores, 03.01.19

O ano de 2019 é um ano de eleições, que decidirão se o governo é só do PS ou tem de continuar a haver coligações, continuando a de esquerda ou o PS vira-se para a direita? Havendo coligações serão de incidência parlamentar ou mesmo de governo?

Acho que na educação pouca coisa mudará com a continuação de um governo PS só, principalmente se um dos secretários de estado for promovido a ministro. Se for nomeado um outro ministro com peso político, com a vontade de deixar marcas que é caraterística de todos os ministros, pode haver alterações de política educativa. De que sentido? Um dos dilemas que tem de resolver é se predomina o perfil do aluno ou se se mantêm os exames (este dilema emana da legislação publicada pela atual equipa que não pode ou não quis tomar uma opção sobre esta questão). Este dilema será possível de resolver com a maioria absoluta, que permitirá ter força política para atirar para as universidades a escolha dos seus alunos, concentrando-se o ensino secundário em formar os alunos, segundo um perfil do aluno, este ou outro, sem se preocupar com a serieação dos alunos.

Num governo mais à esquerda, admito que esta pasta possa ser entregue a um parceiro de coligação governativa, porque uma vez resolvida a questão dos salários dos professores a despesa pública educativa estará estabilizada e esta pasta pode ser controlada facilmente pelo ministro das finanças e pelo parlamento. Neste caso perspetivo o aprofundamento da implementação da autonomia curricular na perspetiva de se implementar e aprofundar a interdisciplinaridade, maior preocupação com a inclusão (não só no papel mas acima de tudo na prática) e o esclarecimento da questão dos tempos letivos e não letivos (a segunda questão fundamental para os professores).

Com o PS aliado à direita a predominância dos exames vai manter-se, vai-se avançar mais com as aulas observadas para se controlar mais os professores, impondo-se deliberadamente a supervisão pedagógica em força. Com este tipo de coligação avançará também em força a municipalização da educação.

Termino realçando que cada um de nós vai ser chamado a decidir qual destas perspetivas se vai concretizar ao colocar o nosso voto nas urnas.

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