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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Maio 08, 2017

Quem marca a agenda na educação?

vai-teaosprofessores

Na educação há vários atores sociais, o governo, os sindicatos e os professores, que podemos acompanhar através de blogs.

O governo parece marcar a agenda política, agora está em curso a resolução dos agentes do Estado que sejam precários. Esta agenda resulta do acordo firmado pelo governo e seus parceiros. O governo diz que se tem de ir avançando condicionados pela restrição orçamental, mas cumprindo as promessas eleitorais. 

Os sindicatos prisioneiros do novo contexto político exitam em ações contra o governo, ainda que vão mostrando desagrados, como no especialíssimo processo de vínculação de precários na educação, aqui ser corpo especial significa ter regras mais restritivas que outros funcionários públicos; pedem a revisão do modelo de gestão e o governo reforça via descentralização o poder das câmaras municipais; o governo avança com a flexibilização do currículo e com o perfil do aluno, aparentemente em discussão pública, mas já com soluções definidas, ainda que não legisladas. O Guinote consegue ligar algumas destas alterações com grupos de interesses com relações mais fortes à 5 de outubro. Surgiu também a questão do fim do congelamento salarial, mas sobre os professores nada transpareceu e parece que continuarão especiais no sentido de soluções serem financeiramente custosas e logo correrem o risco de ficarem  de fora, à espera de folga orçamental. Seremos, pois, especiais no sentido de termos soluções diferentes para pior do que os outros funcionários públicos. 

Os professores continuam na sua zona de conforto à espera do que vai acontecer, dizendo uns que algo se está a fazer, outros que se poderia ir mais longe. De facto, por exemplo, na questão da gestão, o papão da folga orçamental não se coloca, mas o assunto não ganha protogonismo, pois muitos estão contentes com os diretores, mesmo que certos princípios democráticos sejam completamente postos de lado. Quando nos demitimos de lutar pelo que acreditamos para não pormos em causa a nossa zona de conformo, que sendo má podia ainda ser pior, o ator social hiberna e nada se avança.