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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Maio 27, 2014

Assim vai a educação

vai-teaosprofessores

Aproxima-se o final do ano letivo e aparecem peças legislativas como o concurso para os quadros, a organização do próximo ano letivo, a discussão do calendário escolar, para só referir as mais importantes.

Começando com a última, concordo com a denúncia da subordinação do calendário escolar ao organismo que superintende nos exames, que veio criar perturbações no final do ano letivo, com um 3º período bastante curto, porque condicionado ao calendário religioso, e com bastantes quebras para exames e para corrigir exames. Para o ano algumas destas perturbações podem ser corrigidas, mas não acredito que se ignore o calendário religioso.

Sobre o concurso parece-me muito limitado nas vagas, podia-se ter ido mais longe, mas sabemos que a educação vai continuar a sofrer cortes e portanto para a lógica deste governo, devem só ter aberto vagas que fazem mesmo falta ao sistema numa perspetiva muito conservadora.

Quanto à autonomia, o atual modelo de gestão afasta os professores diretamente da escolha da gestão, pelo que esta é uma autonomia da gestão (da liderança) - para esta visão da autonomia só a liderança importa conjugada com um corpo docente domesticado - e não da escola e dos seus principais atores os professores, com a consequente quebra de motivação, que o recente estudo da UM, vem demonstrar.

Lembro aqui que está para sair legislação que proibe os funcionários públicos de falar sobre assuntos relativos ao seu local de trabalho, pelo que estarão em causa os blogs sobre educação, incluindo este, pois muitas das vezes escrevo sobre assuntos da escola e da educação.

Junho 12, 2012

O bom e o mau na educação

vai-teaosprofessores

Estes últimos tempos têm sido fertéis em novidades na educação. Desde o estatuto do aluno, que traz boas intenções, como a responsabilização das famílias, a um maior rigor com as faltas, até à revisão curricular e a reorganização da organização da escola com o 13-A.

No estatuto do aluno aparecem boas ideias, mas a sua concretização parece-me nalguns casos difíceis, como o recurso às comissões de proteção de menores, que se têm mostrado pouco eficientes. De qualquer maneira, no campo da filosofia, registo uma evolução positiva no sentido de maior rigor e responsabilização.

A revisão curricular parece-me positiva, mas de eficácia marginal, com o reforço de certas disciplinas, como português e matemática. Mas tudo isto é feito numa fase de redução de recursos, pelo que temo por se tornem as boas ideias ineficazes na prática...

Já com o 13-A estou em completo desacordo, até com a ideia de autonomia nele presente. Estou antes de mais contra a ideia de dar mais recursos a quem já tem bons resultados. Compreendo que esta é a lógica neoliberal, fortalecer os melhores, ou criar escolas de elite. Mas estamos a criar disparidades no ensino público e a abandonar os piores à sua sorte, que ficam sem recursos a que recorrer para inverter a situação. O que teria lógica era dar-se recursos extras a quem precisa, mas se não houvesse resultados em 3 anos, estes seriam retirados. Esta, sim, seria a titude de apoio a quem necessita de recuros adicionais, por motivos económicos, culturais ou outros.

Esta autonomia é a autonomia da lógica de criar escolas de elite e essa autonomia regeito-a liminarmente, pois agrava as disparidades sociais.

Corremos o risco de ver as escolas com melhores resultados ainda nelhorarem mais e as escolas com piores resultados, nada poderem fazer para inverter a situação.