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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

Fevereiro 08, 2012

Resultados da avaliação interna

vai-teaosprofessores

A escola publicou hoje os resultados da avaliação interna referentes ao 1º período.

Na turma do 12º ano economia C tenho 38% de negativas, contra 20% em matemática e 0% em geografia C. Em relação a matemática, como a turma está expurgada das anulações de matrícula, os resultados são menores. Já em relação a geografia C, as diferenças poderam ter a ver com o grau de exigência.

Na turma do 11º ano, a percentagem de negativas atingiu 48%. Fui professor desta turma por imposição da direção para resolver as situações de indisciplina. Estes resultados são ligeiramente melhores que matemática e para a matéria mais difícil do biénio, a contabilidade nacional e a balança de pagamentos.

De qualquer maneira em ambas as turmas nota-se alunos com dificuldades em economia e matemática, em percentagem bem elevada, não tendo os alunos consciência na altura da matrícula da exigência desta área em termos de matemática. Este fato devia levar a melhor esclarecimento da exigência dos cursos em certas disciplinas como matemática.

Como já expliquei sou contraofacilitismo e os resultados provam esta minha filosofia. Mas os alunos com positiva normalmente não têm surpresas na avaliação externa, leia-se exames nacionais, onde as notas não são muito dispares das da classificação interna. Portanto comigo os encarregados de educação têm uma visão mais real sobre os resultados em exame e esta frontalidade não se coaduna com o facilitismo, mesmo que me custem algumas tensões com alguns encarregados de educação.

Maio 30, 2011

A manipulação das Novas Oportunidades

vai-teaosprofessores

Outro dia estive à conversa com um colega professor das Novas Oportunidades, que me disse que a certificação por experiência de vida é excepcional e que só foi aplicada, a quem o merecia. Ora, contrapuz-lhe que já me vieram pedir para elaborar relatórios temáticos (que recusei e só aceitei corrigi-los e quem me pediu nada mais disse), o que prova que não há controlo sobre o que é apresentado, o que ele reconheceu, mas insistiu em que há casos que se justifica o reconhecimento da carreira profisional. Assim, o modelo é adequado a certas pessoas, mas é aplicado sem controlo sobre as prestações dos alunos, o que abre a porta ao facilitismo.

Por outro lado vi na televisão uma aluna que estava desiludida por ninguém reconhecer a formação que estava a fazer e que em termos de mercado de trabalho nada vale. É esta a questão, a sociedade não reconhece na prática o esforço feito, admitindo que houve efectivamente esforço. Este não reconhecimento é sociológico e independente da certificação que é dada pelo governo.