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CONTRAOFACILITISMO

Blog para debater ideias que recusem o facilitismo em educação.

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Junho 25, 2019

Uma reforma do Ensino Profissional

vai-teaosprofessores

Para se pensar numa reforma do ensino profissional é preciso em primeiro lugar identificar o que está menos bem.

Em primeiro lugar há no ensino profissional mais indisciplina na sala de aula e muito mais absentismo, que se agrava quando os alunos constatam que não há consequências de muitos dos seus comportamentos. Na indisciplina conheço situações em que os alunos rejubilam com os dias de suspensão. O absentismo não é devidamente tratado, com muitos professores a não mandarem repor as faltas não justificadas na escola. Soluções para a indisciplina: tornar efetiva a possibilidade de realização de serviço cívico na escola. As direções têm dificuldade em castigar alunos mal comportados com trabalho cívico como limpar jardins. Se os alunos com 16 anos já são criminalmente imputáveis, não percebo a resistência social para se aplicar estas penas para a indisciplina, em vez das suspensões. Para o absentismo: falta injustificada é equivalente a igual período na escola, ou seja, o preço sombra de uma falta injustificada é uma hora obrigatória na escola, a passar a matéria dada. O regulamento interno permite-me que o faça e tenho notado a diminuição do absentismo depois da aplicação desta forma de recuperação de faltas. As soluções passam por alterações no estatuto do aluno no sentido do que foi proposto, bem como em regulamentos internos.

Depois, os alunos dos cursos profissionais têm aulas de manhã e de tarde todos os dias. Têm horários bastante preenchidos com aulas. Preconizo uma reforma dos currículos em que se diminuiria os tempos letivos a favor de mais formação em contexto de trabalho, FCT, (têm 140 horas de FCT no 10º e 11º anos e deviam passar pelo menos para o dobro).

A maior parte das aulas são dadas em salas de aulas normais, sem recursos tecnológicos, nomeadamente computadores, que possibilitasse um ensino diferente da aula expositiva com a avaliação por testes. Devia ser obrigatório os cursos profissionais só serem abertos se a escola tivesse condições tecnológicas para ministrar os cursos, nomeadamente terem pelo menos uma sala com computadores, com um computadores para cada 2 alunos, pelo menos, por turma. Em cursos mais especializados deviam também ter salas que permitissem ao aluno a prática simulada de certas atividades, como uma oficina para os de mecânica, uma sala com uma cama de hospital e um boneco para os de auxiliares de saúde, etc.

Estes elementos interligam-se, pois menos tempo em sala de aula e com aulas mais práticas, bem como ensino com tecnologia adequada, deverá diminuir o absentismo e a indisciplina.

Concluindo, o ensino profissional precisa de ser reformado: na abertura de cursos dever-se-ia exigir certas condições, como uma sala informatizada e salas apetrechadas com materiais onde pudessem praticar a profissão em que se estão a formar. O rigor com a indisciplina e com o absentismo deveria ser um desiderato de toda a sociedade a começar pela escola. A prática em estágio devia ser contemplada com mais horas.

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